quando o cinema perde um bom diretor, todos perdemos uma visão sobre o mundo. mas quando o cinema perde um mestre como CARLOS REICHENBACH, não são apenas os bons filmes que não teremos mais.. e sim um poder de encantamento, uma habilidade especial de contagiar a todos em sua volta e um amor tão verdadeiro ao cinema ao ponto que ao longo dos anos a sua figura e os seus filmes se tornaram a um só tempo a mesma coisa.. foi Carlão quem nos apresentou Zurlini, foi ele quem chamou a atenção para diversos mestres do cinemas japonês que andavam esquecidos.. mas foi sobretudo ele que nos impulsionou a querer filmar com seus ANJOS DO ARRABALDE, FILME DEMÊNCIA, ALMA CORSÁRIA e tantos outros filmes que mesmo irregulares em um ou outro ponto transbordavam uma paixão sincera e desmedida pelo segredo que o cinema nos revela sem ao menos termos consciência.. é como se parte da magia fosse embora – o cinéfilo que se orgulhava de ter (e compartilhar) cinematecas em seu HD, o cineasta que criou um universo próprio e o mestre humano que sempre foi generoso – como se o cinema fosse sempre um ato de amor e nunca uma renúncia ou vaidade. nesta última lembrança, uma foto que enviei a ele em janeiro do ano passado registrando sua passagem pelo Clube de Cinema de Marília, no começo dos anos 1970, ao lado de João Callegaro. até o reencontro, mestre – vc estará sempre nos filmes que fez e nos filmes que tanto amou! (rodrigo grota)
saudações a reichenbach
15 jun
Publicado em junho 15, 2012 às 2:19 pm. Arquivado em filmes e marcado carlos reichenbach, revista taturana.
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